Vale do Silício: Startups

Startups no Vale do Silício
Startups no Vale do Silício

O que é startup?

Além das empresas já conhecidas, há, no Vale do Silício, as chamadas startups. Elas são empresas de custo bastante reduzido que tem potencial para um rápido crescimento mantendo uma equipe enxuta. Situação que só se tornou possível com o advento da internet.

Startups no Vale do Silício
Startups no Vale do Silício

A escalabilidade de uma startup, aliada a um design de interação intuitivo é o que mais chama a atenção de um investidor anjo, como são chamadas as pessoas que aplicam seu dinheiro em empresas de tecnologia nascente.

Documentário sobre a históriadas startups no Vale do Silício

Incubadora de startups no Vale do Silício

Uma das incubadoras no Vale do Silício mais famosas é a Plug n Play, vale muito à pena fazer uma viagem para a Califórnia e conhecê-la. Ela, assim como outras incubadoras pequenas, costumam investir um mínimo de 25 mil em troca de 5% da empresa e fornecer mentoria durante 3 meses.

Tendo morado no Vale do Silício durante mais de um ano, eu tive a oportunidade de ir em muitas feiras de startups, como são chamadas as exposições de empresas nascentes na área de tecnologia que estão procurando investimento inicial. Esses eventos tecnológicos, muitas vezes, são gigantes, contando com centenas de empresas expositoras. Essa experiência me ajudou muito a lançar uma plataforma de educação à distância que tem sido muito utilizada, atualmente, como um cursinho online para o ENEM.

Incubadora federal de empresas brasileiras

Em comparação às incubadoras americanas, as incubadoras federais brasileiras são extremamente fechadas. Nelas, é praticamente proibido interagir com empresas estrangeiras, pois todo o dinheiro disponível para investimento por meio de licitações é bloqueado para comprar qualquer tecnologia estrangeira, com a desculpa de que isso é para fomentar o desenvolvimento do mercado interno, o que, na prática não acontece. Por isso, só consegui desenvolver a plataforma de educação à distância, que possui posts sobre como estudar para o ENEM, a que me referi anteriormente, depois que saí da incubadora federal.

Verbas federais e propinas

O SEBRAETEC é uma das verbas federais para formento de inovação mais tranquilos de se conseguir. Por meio dele, 30 mil reais são disponibilizados à empresa, muitas vezes incubada numa incubadora federal. Contudo, este dinheiro serve para a execução de projetos somente através de empresas nacionais que o próprio Sebrae indica. Não é preciso ser muito inteligente pra saber que vai dar problema nessa história e é o que acontece.

Já que software não é commodity, o empreendedor precisa de um específico, como não pode tê-lo por meio das verbas públicas, comprando diretamente da empresa que o fornece, muitos acabam por pagar 10% às entidades executoras do Sebrae que deveriam desenvolver o projeto para o qual foram contratadas, contudo o nome disso é propina. Num mercado em que os empresários têm dinheiro escasso e o único disponível é via governo, pagando propinas, eles, obviamente se veem obrigados a comportar de tal modo. Foi por essa situação que passei quando tive a empresa incubada logo após de voltar do Vale do Silício. Todavia, não aceitei tal comportamento e abri mão da vaga.